Conhece os milagritos mexicanos?
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Na cultura mexicana eles estão por todos os lados, talhados em artes coloridas em latão ou prata, nos quadros, nos altares de las abuelas. Para a civilização asteca, ele era o maior símbolo da vida humana, expressão de la fuerza vital. Em náhuati, coração se diz “yolótl”, cuja raiz vem de “yoli”, que significa “viver”. Com a invasão dos colonizadores, veio a tradição católica com o símbolo do sagrado coração e o sincretismo fez pequenos corações resistirem e ganharem permissão para morar nos altares, são os chamados “milagritos”. Cada um é colorido e incrementado com elementos de agradecimento por graças alcançadas.
Esse tambor que pulsa bombeando sangue com oxigênio e tudo que nossas células precisam, que dispara ou se asserena conforme o ritmo das nossas águas internas, essa caixa vermelha e forte que testemunha todos nossos altos e baixos, todos os nossos grandes e pequenos milagres. Pintei em aquarela meu próprio milagrito, daí ele me fez resgatar o trecho de um dos poemas que guardo como lembrete: “mesmo enrolada de pó, dentro da noite mais fria, a vida que vai comigo é fogo: está sempre acesa.”
  • Quais são os símbolos que te tocam?
  • Que palavras e imagens são lembretes pra você?
  • Que metáforas te encantam e te acordam?
(o trecho é de um poema de Thiago de Mello, A Vida Verdadeira)

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