Não tem que, mas pode – sobre multipotencialidade e escolhas
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Não tem que, mas pode. Vamos conversar sobre isso.

Você não tem que envolver todos os seus gostos e talentos, nem todos os temas pelos quais você se interessa, no seu trabalho. Não tem que, mas pode. Os dois lados são libertadores. Não ter que. E poder, se quiser.

Por exemplo, eu estudei e promovi grupos de estudos aprofundados sobre o livro “Mulheres que correm com os lobos” durante os últimos 15 anos. Mas nunca tive vontade de misturar os assuntos dele com os temas ligados ao empreender. Sempre gostei de estudar a profundidade daquela obra por ela mesma.

Da mesma maneira, sempre me interessei por espiritualidade, sou reikiana, estudo tarot e oráculos, aromaterapia e outros há anos, uso nas minhas práticas de autoconhecimento sempre, converso com as minhas clientes que se interessam sobre esse universo. Mas nunca senti vontade de trazer tudo isso para o meu trabalho em si, como parte da minha mensagem e prática. Assim como não trago meu gosto por culinária, aquarela ou por cultura pop. Entende?

Essas coisas estão ali, quando sinto vontade partilho como alguns dos elementos da minha personalidade, minha visão de mundo, meu cotidiano, que acabam fazendo parte da Ju, que está por trás da marca Juliana Garcia. Entender o que eu quero incluir ou não na minha prática e na minha mensagem tirou um super peso, um peso que vejo paralisar muitas pessoas multipotenciais: o peso de TER QUE incluir todos os seus interesses, paixões e talentos nos seus projetos.

Pode ser que mais pra frente eu tenha vontade de criar um projeto específico em que eu reúna alguns desses elementos num curso, num livro, numa mentoria. Mas não sou obrigada. Desobrigue-se.

Estou levando meus projetos para onde quero ir? Esta, sim, é uma pergunta que pode orientar seus passos. (Inclusive, nesse post aqui reuni 18 perguntas para você começar a mergulhar nisso.)

Não tem que nada. Pode o que quiser. O que fizer sentido. Agora, nesse ciclo, nesse momento.

Consegue sentir o quanto isso pode ser libertador?

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