Por que você fala dessas coisas?
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“Mas por que você escreve/fala sobre criatividade, corpo, emoções, literatura, etc? Seu trabalho é sobre essas coisas todas?”

Por que eu NÃO falaria dessas coisas todas? Eu trabalho acima de tudo com pessoas. Inteiras. Seres criativos que habitam um corpo, que passeiam com ele por uma cultura que abre um bocado de possibilidades e nega um bocado de outras. Um corpo que tem suas cicatrizes e ritmos, que carrega emoções que mexem com tudo que miramos. Comportamentos, sentimentos, pensamentos, desejos, inspirações, vontades, descobertas, congelamentos, tudo fazendo parte de cada ser inteiro que passa pelo meu caminho. E se eu puder contribuir com algo, que seja, em primeiro lugar, para falar de seres inteiros e para seres inteiros.

Qualquer projeto criativo que ignore o ser humano (todinho) que cria e ignore o ser humano (todinho) que vai ser impactado pelas criações, será limitado. Limitado porque vai estar meio raso. Limitado porque poderia bem mais. Vixi, bem mais mesmo.

Se eu olho pra você como um ser que tem história, que foi criança e teve joelhos esfolados, que tem uns segredos bons e outros nem tanto, que às vezes acorda com tesão e às vezes preferia nem ver o dia lá fora, que coleciona umas ideias malucas em algum lugar, que tem interrogações em vários campos da sua vida, que ri e conversa sozinho algumas vezes ao dia… Se eu olho pra você assim, incentivo você a se olhar assim também e ver que é tudo tão natural quanto sentir sede depois de correr na praia. É tudo da gente. E se a gente entende que tudo isso faz parte, pode criar bem melhor e com mais verdade. Né não? Pode fazer da vida inspiração e matéria prima. Ó, que coisa boa.

 

Falando em criatividade, autenticidade, inteireza, já se inscreveu pro Coração na Palavra?

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